quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Um certo Anjo caído

Pareciam dois rios cristalinos, mas eram apenas os olhos de um belo rapaz.
Sua pela branca, adornada pela barba clara, chamavam a atenção de qualquer simples mortal. São não conseguiam roubar a cena do seu sorriso...
Ah, que sorriso... Lábios bem desenhados contemplando um sorriso amável e puro... Sorriso largo e mais branco que a neve caindo do céu...
Seria a perfeição? Seria um anjo sem asas, pousado na Terra, caído do céu em algum dia de inverno?
E os ombros largos? E os braços fortes? As pernas compridas e milimétricamente desenhadas?
Poderia também ser a pintura mais bem feita em todos os tempos... Um quadro mais que valioso ou uma escultura feita pelos deuses...
Por onde ele passava, arrancava suspiros. Era um frenesi momentâneo que perdurava pelo resto da vida de quem o sentisse, em suas memórias.
Seu nome? Não se sabe ao certo...
Mas para que ter nome tão incrível criatura?
Não há necessidade de chamá-lo, senão de anjo!
Anjo, lindo anjo... anjo caído e que trouxe tanta tentação à vida terrena.
Anjo que saiu do paraíso, trazendo consigo um pedaço para nós... Sim, ele era o paraíso!!!
Trazia também consigo o pecado do desejo, a luxúria e a vaidade.
No fundo, era um misto de céu e inferno. Era o meio termo de ambos, o melhor de cada um.
Por isso mesmo escolheu a Terra para ser seu lar e os corações alheios para habitar.

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